Confira no vídeo um pouquinho do que rolou no workshop de baixo com Gê Morazza!

Assim como todos os que assistiram ao workshop do prof. Germano, Adriano ficou impressionado ao ver o quanto pode-se fazer com o contrabaixo.

Confira agora o que ele tem a dizer sobre ::

"Não, ele não é apenas um instrumento de gente posuda que toca com dedo médio e indicador. Nunca imaginei que eu gostaria tanto de estar redondamente enganado sobre as possibilidades de um instrumento musical, como eu estive com relação ao contrabaixo. Não é apenas o tom profundo e grave que, ao parar de ser executado em qualquer banda, deixa um vazio inexplicável, tanto para quem entende de música..., quanto para quem pouco sabe dela. O contrabaixo tem início, mas ao assistir ao workshop proferido pelo G. Morazza notei que suas possibilidades são, senão infinitas, exponencialmente exploráveis. O slap em um funk convida-nos ao balanço, o picked tempera o som, e outras técnicas que agora me fugiram à mente, como aquela na qual o dedo indicador da mão direita faz uma espécie de leggato junto à esquerda, mesclando acordes e fazendo tudo aparentar estar em progressão geométrica, mostraram-me o quanto eu estava enganado com relação ao instrumento. Meus convidados e eu saímos do IMC querendo aprender a tocar contrabaixo.
A apresentação do estudo de um músico theco, deu trabalho aos olhos para ver para onde os dedos da mão esquerda fugazmente corriam. O ritmo truncado, junto a uma harmonia em modo menor, bem como diversas técnicas, aplicadas em conjunto, impressionaram. O que eu vi ali lembrou-me muito Jonh Coltrane: só que ao contrabaixo. O virtuosismo técnico cativou-me e fez-me um novo entusiasta do instrumento.
O contrabaixo elétrico não tem a malemolência indecisa do contrabaixo acústico, porque os trastes ajudam na precisão da afinação. O que vi e ouvi dá-me plena autoridade para afirmar que não trata-se de um instrumento que apenas faz a base, que apenas acompanha o surdo da bateria. Eu imaginava que se tratava apenas de levadas aplicadas à harmonia, com passagens inteligentes, como já pude notar em nossa rica MPB e no Jazz. Mas não. Quem realmente toca baixo, ou pretende tocar, vai se deparar com um instrumento de grande tessitura, não melódico, mas sim que pode, perfeitamente, fazer arranjos harmônicos. Um bom contrabaixista não precisa de um tecladista ou piano. Um bom contrabaixista precisa alcançar, ou pelo menos se esforçar, para obter o nível de técnica que tive a honra de presenciar no dia 19/04/2012, no IMC. Sinto dizer, mas quem não foi, perdeu. Já estive em um show que a Ana Carolina tocou contrabaixo e cantou. Ela toca bem. Mas o Sr. Germano não toca; ele dilacera. É óbvio dizer que fiquei muito impressionado com o show."

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